The Iron Lady

Um dos filmes mais aguardados pelos cinéfilos em 2012, The Iron Lady, chegou este mês às telas aqui em Londres, e está com estreia mundial prevista para o dia 10 de fevereiro. A primeira mulher a se tornar primeira ministra do Reino Unido foi retratada nas telas pela Meryl Steep, que ganhou seu oitavo Globo de Ouro de melhor atriz dramática pela interpretação e também recebeu hoje sua 17ª indicação ao Oscar de melhor atriz pelo papel no filme.

Aqui em Londres já vi gente torcendo o nariz para o longa por não gostar da Thatcher, por não ter gostado do fato de uma americana interpretar o papel da ministra britânica, ou mesmo por ter verdadeira repulsa às medidas que ela tomou na época em que estava no poder, entre 1979 e 1990. Uma delas foi a Guerra das Malvinas, em 1982, que é um dos focos do longa, dirigido por Phyllida Lloyd. Como o filme mostra, apesar de a guerra ter sido criticada na época por grupos pacifistas, ajudou a alavancar a popularidade de Thatcher após a vitória.

Para ser sincera, eu não achei o filme lá essas coisas. Exceto, é claro, pela atuação da Meryl Streep, que como em todos os filmes que ela faz, é surpreendente. O sotaque, a voz, os gestos… tudo na interpretação de Meryl é absolutamente perfeito. E isso já vale o ingresso do cinema.

Cartaz do filme em uma das estações do metrô de Londres

De volta a Londres

Faz quase um ano que fiquei presa no aeroporto de Paris, sem poder aterrisar no Heathrow, em Londres, por causa do caos aéreo que tomou conta da Europa com a nevasca de dezembro passado. E agora estou de volta a Londres, mas dessa vez sem data para voltar ao Brasil. Me mudei de mala e cuia em julho deste ano para esta cidade, em que sempre me imaginei morando desde a primeira vez que pisei aqui, em 2007.

Sempre que pude, dei um jeitinho de passar por Londres pelo menos por alguns dias, e sempre que comprava o meu bilhete aéreo  escutava perguntas do tipo: ‘Porque você gosta tanto de Londres? O céu é cinza.  Chove muito. A família real é uma grande palhaçada…’. Sempre tem um que diz que Paris é muito mais bonito, que Barcelona é muito mais animado, ou que na Itália a comida é muito melhor. E acho que na verdade eu nunca consegui montar uma resposta muito convincente para esta pergunta. Até que um dia perguntei a uma amiga russa super viajada (e que também mora em Londres) qual era o lugar mais exótico que ela já tinha visto nas andanças dela. E ela me respondeu sem pestanejar: Camdem Town. E eu descobri que é isso. A palavra é exatamente essa. Londres é o lugar mais exótico em que já estive até hoje, justamente porque une características de diversas cidades do mundo.

Londres é uma cidade que não se deixa abater pela chuva, e nem pelos constantes fechamentos da Victoria Line (se você mora por aqui, sabe do que estou falando). Em Londres, você pode ser quem você é. E geralmente quanto maior a sinceridade que você transmite, seja na maneira de se vestir, de falar um inglês meio torto, ou mesmo de fazer um coque bagunçado e estiloso na cabeça, mais as pessoas se interessam por você. E no fim das contas, não importa por quanto tempo você está na cidade, Londres nunca vai deixar de te impressionar. Basta estar aberto à diversidade constante que invade todos os sentidos de quem passa por aqui.

London Eye, um dos cartões postais da cidade

O show da Amy no Rio

Vou dar uma pausa nos meus posts sobre Londres para falar sobre um assunto bem londrino: o show da Amy Winehouse aqui no Rio de Janeiro, ontem, no HSBC Arena. Estou lendo várias opiniões controversas sobre o show na internet, em blogs e no facebook de amigos, mas achei o show impressionante. Me surpreendeu positivamente! Eu só pensava em uma coisa durante o show: Amy, você precisa se tratar e ficar bem para sempre. Você ainda tem muito a nos oferecer… Leiam a minha crítica*:

Aparentemente sóbria, além de sorridente e espirituosa, a polêmica cantora londrina apresentou 15 músicas e deixou o público com gostinho de quero mais

Nem o engarrafamento e a falta de organização do HSBC Arena conseguiram fazer com que o espectador voltasse para casa, após o primeiro show da cantora Amy Winehouse no Rio de Janeiro, decepcionado. A cantora londrina, de 27 anos, subiu aos palcos da casa às 22h30, com meia hora de atraso, mas encantou os fãs durante uma hora de show.

Aparentemente sóbria, além de sorridente e espirituosa, parecendo uma menina diante de um estádio lotado, Amy cantou 15 músicas, entre elas três novas, e que prometem ser novos sucessos. Entre idas e vindas do palco, Amy dançou de um jeito desajeitado e exibiu seu vozeirão de dar inveja ao cantar as músicas que a consagraram, como Rehab, Just Friends, Back to Black e Valerie. Sempre intercalando com gargarejos em um misterioso líquido em uma xicara branca. Seria chá, como uma típica inglesa? (rs)

No bis, Amy retornou ao palco com uma garrafa de cerveja brasileira, que virou de uma vez só,  e levou o público aos gritos antes de cantar sua última música,  Me and Mr. Jones, e encerrar o show.

*publicada no site do Jornal O Fluminense

O dia na cidade Luz (19 de dezembro) foi curto, e com o frio que estava fazendo, ainda mais sem agasalhos adequados, o máximo que consegui fazer foi ir até o hotel do lado pedir um taxi. Tirei uma foto da rua cheia de neve… Aliás, o que eu mais queria nessa viagem era ver neve, pois das outras vezes que viajei, era verão….A neve acabou vindo com a corda toda!

Subi para o quarto, onde finalmente consegui tomar um banho, para depois almoçar a primeira refeição decente em dias… Quando abri a cortina, dei de cara com o Rio Sena e com a Torre Eiffel. Nada mal para um dia tão estressante… mas acho que eu preferia ter estado na cidade em uma situação, digamos, um pouco mais tranquila…

Apenas por volta das 3h da madrugada a companhia aérea liberou hotel para os passageiros, mas deixou claro que o transporte até o hotel e o retorno do hotel para o aeroporto ficaria a cargo de cada um de nós, com posterior reembolso pela companhia.

O avião estava previsto para decolar às 18h do domingo, e a companhia aérea pediu que todos os passageiros estivessem no aeroporto às 15h. Como já estava de madrugada (por volta de 3h da manhã) e a previsão era de 15 cm de neve em Paris no dia seguinte, diversos passageiros, inclusive eu, optamos por pernoitar no aeroporto. Mais uma vez a companhia aérea não ofereceu muita ajuda… Os cobertores já haviam sido recolhidos dentro do avião, e apenas mais alguns foram disponibilizados para os passageiros, que não fora suficientes para todos nós. Meus agasalhos estavam dentro da mala, que não foi liberada……… ai, ai… frio foi pouco. Tanto que só consegui dormir umas duas horinhas, batendo o queixo e, acho que eu nem precisa dizer, com muito desconforto.

Às 8h da manhã de domingo, como não havia mais previsão para a decolagem, a companhia aérea disponibilizou um ônibus, que levou os passageiros para o hotel. No ônibus, solicitamos à pessoa responsável da companhia aérea que nos disponibilizasse outros meios de transporte para Londres, como o ônibus ou trem, pedido que foi ignorado pela funcionária e pela companhia. Descaso é pouco para descrever o que eu passei nestes dias.

Por isso tudo, por conta própria – já que eu iria passar apenas uma semana em Londres no natal para visitar meu marido que está trabalhando na cidade- resolvi comprar uma passagem de trem para chegar a Londres no mesmo dia, no domingo. Pelo mesmo motivo do aeroporto, o Eurostar estava um caos. Consegui comprar um trem marcado para sair às 16h13 de Paris e cheguei com uma hora de antecedência na estação. Só que a fila estava mais do que grande…. Quando cheguei a Gare du Nord, eram por volta de 15h, e a fila já estava imensa! Fiquei em torno de seis horas em pé até a hora da partida. Conseguimos sair em torno de 9 da noite, só que, ao invés das habituais 2 horas da travessia, o percurso levou 3 horas, mas finalmente cheguei a Londres, na madrugada de segunda-feira. Não acreditei que tinha conseguido!

 

P.s.: As minhas bagagens ainda não haviam sido liberadas ainda e só chegaram ao meu hotel na quinta-feira, dia 23 de dezembro……………… Mas, quando cheguei à Estação de trem em Londres, a St Pancras, o casaco quentinho do Felipe estava me esperando por lá, e o frio temporariamente terminou.

P.s. 2: fiquei sabendo que o voo decolou finalmente na segunda-feira a noite, só que nem todas as bagagens foram no voo.. porque?????? E é claro que a minha mala não estava no avião.

 

Uma leitora me escreveu estes dias pedindo que eu contase a continuação da história, e perguntou especificamente sobre o show do Paul… Pois então… Resolvi fazer um post só sobre isso antes de continuar a contar a minha saga Paris – Londres.

Não, não consegui chegar para o show do Paul Mc Cartney. Percebi que não daria tempo quando desembarcamos para mofar no aeroporto de Paris. Fiquei arrasada e o avião inteiro estava moblizado com a minha situação. Quando saímos do avião, cheguei a escutar uma passageira comentar: poxa, e o show da menina?

É incrível como nessas horas, todo o mundo fica amigo, sollidário, e por mais que você esteja na pior, acaba se sensibilizando mais com a situação do outro, e achando que é ainda pior que a sua.

Lá pelas tantas, resolvi ligar para o meu marido e avisar que eu iria ficar mofando no aeroporto, e o show do Paul tinha acabado de começar. Ele me colocou para escutar a segunda música que tocou no show, era Jet. Não teve como eu não chorar, ainda mais porque ele comentou em seguida que tinha uma cadeira vazia ao lado dele….

Mas outra oportunidade ainda há de vir.

O ingresso está intacto comigo.. Vou guardar de lembrança. Afinal, não é todo o mundo que já perdeu o show do Paul Mc Cartey em Londres por causa de uma das maiores nevascas da Europa da história. Tenho que ser positiva essas horas… pelo menos é uma história para contar.

Foi uma verdadeira saga a minha chegada até Londres. A meteorologia não colaborou, e a companhia aérea também não. Saí do Rio de Janeiro dia 17 a noite, com destino a São Paulo, de onde partiria o meu avião com destino a Londres. Cheguei a São Paulo tão cansada que nem percebi que o vôo havia atrasado quase uma hora para sair para o destino final.

Não consegui dormir muito no vôo, na verdade. Acho que apenas três horas. Depois de acordar, fiquei conversando com uma senhora cheia de histórias para contar, e que já havia viajado bastante. Ela estava sentada em um dos meus lados. Do outro, um italiano muito gente boa chamado Luca, que mora em Pisa e acabou virando o meu companheiro durante o chá de avião-aeroporto que tomamos.

Quando o avião estava quase aterrissando no aeroporto de Heathrow, em Londres, percebi, através da telinha do aviäo, que ele já tinha dado algumas voltas sobre a Inglaterra, em volta do aeroporto, e isso começou a me deixar ansiosa. Alguns minutos depois, o piloto anunciou que o aeroporto de Heathrow tinha acabado de fechar devido à nevasca em Londres (uma das maiores nos últimos 16 ou 17 anos), e o meu avião teve que ser desviado e pousar no aeroporto Charles de Gaule, em Paris, há uma hora de distância.

Quando chegamos a Paris, minutos depois chegamos a ameaçar uma saída para a Inglaterra, mas logo o aeroporto de Londres fechou novamente. Ficamos mais de três horas aguardando dentro do avião, esperando para ver se o aeroporto reabria. E nada! A empresa aérea só nos retirou do avião três horas após o pouso em Paris, sem oferecer nenhuma alimentação… Isso porque a última que tivemos foi no café da manhã, às 7 da manhã aproximadamente, e já eram 16, 17h. Eu já estava morrendo de fome!

Aguardamos horas no saguão do aeroporto, com muita confusão, até que eles começaram a servir um lanchinho muito ruinzinho… só para dizer que deram, na verdade. Um pão com água e três biscoitinhos. Na verdade, nem sei se foi o aeroporto ou a empresa aérea que serviu esta miséria da foto abaixo aos passageiros:

Para completar a situção, que não estava nada boa, a companhia aérea não liberou a bagagem dos passageiros, e o aeroporto desligou a calefação, sendo que a temperatura externa beirava os – 5 graus.
Só para vocês terem ideia do drama, abaixo segue uma foto que tirei de dentro do avião, enquanto eu estava parada no aeroporto de Paris.

London, London…

Eu estava seca para fazer uma viagem este ano, e acabou que pintou uma oportunidade legal agora, porque o marido veio passar uma temporada em Londres a trabalho… Foi loucura resolver vir pra cá no meio da obra, então eu sabia que teria que ser uma low fare trip. Sem muitos gastos, mas com muita vontade de andar por esta cidade que tanto amo. Só que eu mudei de emprego em feveireiro deste ano, e férias só em agosto do ano que vem. A princípio, achei que não daria para vir, só que o jornal onde trabalho resolveu fazer uma escala de natal e de ano novo. A príncípio, o Felipe ficaria aqui até 26 de dezembro, então eu pedi para não trabalhar na semana de natal. Juntei duas folguinhas aqui, mais um fim de semana ali, o que me rendeu uma curta temporada de uma semana em londres. Felicidade é pouco para descrever esta oportunidade. Para completar, o Paul Mc Cartney resolveu marcar um show para o dia 18 de dezembro em Londres, exatamente o dia da minha chegada….

O novo do Woody Allen

A estreia de um novo Woody Allen, de um novo Tarantino ou Almodóvar me causam uma certa tensão. Como estes três diretores são praticamente marcas quando o assunto é cinema, a chegada de algum filme deles ao circuito é quase uma garantia de alta qualidade na telona. Tanto que o nome do filme, no caso deles, é quase um acessório.

Só que a mesma decepção que senti em Abraços Partidos, o último do Almodovar, se abateu sobre mim quando assisti ao último do Woody Allen no  festival do Rio 2010. “Você vai conhecer o homem dos seus sonhos”,  é, para mim, um dos filmes mais fracos de Woody Allen. Custei a acreditar que o diretor de Vicky Cristina Barcelona e Match Point, entre tantos outros filmes maravilhosos como A Rosa Púrpura do Cairo e A Era do Rádio pudesse ter escrito e dirigido este filme.

Para começar, achei o argumento raso demais. Outro ponto é que acho que os atores não combinaram muito com seus personagens, a não ser um ou outro… sabe quando você lê um livro e depois assiste à adaptação e o personagem que você imaginou não bate com o que está na tela? Então… senti algo parecido, mas sem ter lido nenhum livro antes. O único motivo para ir ao cinema ou alugar o filme é, certamente, a marca Woody Allen como diretor.

 

Tantas coisas…

Obra e tendinite são duas coisas que realmente não combinam. Por conta dessas duas circunstâncias, que resolveram chegar juntas na minha vida, fiquei afastada do blog durante algum tempo… mas morrendo de saudades!!! Foram tantos filmes que assisti, tantas peças, restaurantes, Festival do Rio… Acho que agora não vale a pena fazer uma retrospectiva de tudo o que passou, mas daqui pra frente – se a obra não atrasar novamente e a tendinite resolver continuar a me dar trégua – não vou deixar passar um evento cultural sequer em branco, sem um comentáriozinho aqui.Minha ideia era colocar posts sobre gastronomia também, mas estou com um probleminha técnico! rsrsrs meu iphone 3gs não tem flash, então as minhas fotos estão ficando super escuras em ambientes fechados… mas vou tentar dar um jeitinho por ai até que o bolso consiga pagar por um iphone 4! :)

Estou feliz de estar de volta!

Posts mais antigos »